domingo, 1 de março de 2009

Anos da Mãe

Viagem ao passado. Memórias, recordações e lembranças de uma vida que ainda tem tanto para viver.
Andei que nem máquina a digitalizar fotografias, muitas delas a preto e branco, da altura em que as calças se usavam muito a cima do umbigo e os rapazes se vestiam ao estilo do John Travolta (anos 70). Conheci um pai com muito cabelo e uma mãe de uma beleza que só não é inexplicável porque há sinais dela nos dias que correm. Estas imagens passaram no jantar surpresa da minha mãe, onde estavam os do costume, os de sempre. É bom ter a certeza que há amizades que se mantêm. Lembrei-me de vocês. Porque no meio de tantas recordações só nos imaginei às 5 numa mesa, a relembrar os nossos passos, as nossas quedas, as nossas paixões, a nossa vida, quando eramos tão crianças e crescidas ao mesmo tempo e passávamos a maior parte do tempo em casa do Director do 24 Horas. Tenho a certeza que um dia recordaremos os momentos do passado no jantar dos 50 anos da Joana Júdice, que vai ser sempre a primeira a sofrer o peso da idade.
Pois é, 50 anos. Chorou com o vídeo. Abraçou-me. Dançou. Bebeu. Juntou-se à Tia Fernanda e tentaram as duas casar-me com o filho dela, o Gonçalo. A tia jurou que me ia arrumar a casa sempre que nós quisessemos e que ia ser a melhor sogra do mundo. Proposta tentadora!
A minha mãe estava tão feliz. Não sabem o bem que o sorriso dela fez ao meu.
Quando crescer quero ser um bocadinho como a minha mãe, mas seremos sempre diferentes. Porque eu acho que a minha mãe não comete erros e eu farto-me de os cometer. Só isso, faz de mim uma pessoa diferente. Mas tudo o que eu sou hoje, deve-se a ela.
No meu rosto haverá sempre sinais de ti Mãe, haverá sempre sinais teus no meu caminho. Seremos sempre as melhores amigas, como dantes, como sempre.
Não é segredo nenhum, eu adoro a minha mãe.

Catarina Costa

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