sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Agora não tenho tempo para escrever tudo o que se passou esta semana. Mas vou responder ao que a Catarina escreveu. Sabes, com estes dias aqui, tenho descoberto muitas coisas sobre mim e sobre a vida em geral. E não as descubri no fundo de uma garrafa, como seria de esperar nas festas de Erasmus. Descobri que o que conta realmente não é o sítio onde estás, mas sim as pessoas. São as pessoas que quebraram as nossas barreiras e entraram dentro de nós que realmente contam. Eu estou aqui a conhecer muita gente nova e provavelmente alguém o conseguirá fazer, mas a verdade é que mesmo estando em Paris, acreditem que adorava ir para o Algarve para estar com vocês. Paris não é sempre melhor do que o Algarve porque, embora aqui aconteça muita coisa e haja sempre pessoas novas, a verdade é que (pelo menos para mim) tenho começado a dar realmente valor às pessoas que via todos os dias e que eu podia achar rotina, mas a verdade é que não deixvam de me surpreender a cada dia que passava. O que realmente conta são as pessoas com quem construímos coisas. E eu tenho muitas pessoas assim em Lisboa. Por isso é que acho Lisboa (e vá, o Algarve) melhor do que Paris. Embora aqui esteja a criar novas ligações, a verdade é que sinto muitas saudades de Lisboa e da vida que tinha lá (mesmo rotineira). Quando voltar para Portugal vou ficar contente de ter vivido em Paris e de ter feito as coisas que faço e hei-de fazer o tempo que estou cá e de ter conhecido tantas pessoas diferentes. Mas vai-me saber muito bem voltar ao sítio que é realmente a minha casa. Eu estou aqui de passagem e dou muito valor ao estar aqui, acho que é muito importante e vai mudar muitas coisas na minha vida. Mas estou de passagem, e acreditem que não estou triste por abandonar a glamorosa Paris, é um capítulo mesmo muito bom da minha vida, mas o livro inteiro está em Lisboa, ou melhor, nas pessoas que estão em Lisboa. É com elas que vou escrever a minha vida. E ainda bem, gosto dessas pessoas...

Estou muito contente por viver em Paris, mas acreditem que vai-me saber muito bem voltar a Portugal. Chamem-me mente fechada, chamem-me caseira, mas é verdade.

Paris é Paris. Lisboa é a minha casa. Espero ainda viver em muitos outros países ao longo da minha vida. Mas como aqueles emigrantes portugueses dizem: "Eu vivo é durante os 3 meses que volto a Portugal".

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