Eu não sou contra o amor, até me considero uma pessoa bastante romântica. A liberdade fascina-me mas é bom ter alguém. Mas o dia dos namorados... IRRITA-ME, quando não se tem namorodo (e também quando se têm, depende). Olhámos para todo o lado e vemos pessoas felizes (ou a fingirem ser felizes), outras a fazer um esforço enorme para passar aquele dia, que é igual a tanto os outros, mas que alguém ditou que teria que ser um dia especial. Enfim, venderam o amor.
Estava eu sentada numa esplanada, a irritar-me com o amor no ar quando me lembrei que a felicidade não se constrói apenas a dois e é mesmo importante na vida sabermos ser felizes sozinhas. Guess what? Sou feliz.
Ora bem, como era de esperar, e porque ninguém fica surpreendido, passei o dia sozinha de companhias masculinas mas nem por isso completamente só. A Joana Júdice e eu vivemos juntas durante dias a fio e pensámos até declarar união de facto. Em vão, ela abandonou-me e foi para o Algarve. Já começo a estar habituada... (sniff, sniff)
A única pessoa que me mandou uma mensagem bonita foi o meu pai. Dizia que o importante no dia dos namorados não é ter namorado mas sim alguém que se lembre de nós. Que verdade! Outra pessoa que me mandou uma mensagem foi o senhor Gonçalo Ramalho. Lá está, soube-me bem receber a mensagem. Mas ler um "Feliz dia dos Encalhados" não soube assim tão bem...
Namorados e cocó à parte...
Andei a trabalhar. É verdade, Catarina Costa provou novamente que não é nenhuma tia que ambiciona casar com um rico que sustente os seus caprichos a vida toda. Lá andei eu em Santos, no meio dos carros e da poluição, a distribuir flyers. Foi divertido. Fiquei 3 horas x 5 dias a parar o trânsito. Abriam-se as janelas e: " Boa Tarde, obrigada. Boa Tarde, obrigada. Boa Tarde. Já tem? Obrigada na mesma". Parecia uma canção estragada que só mudava quando escurecia e eu em vez de dizer "Boa Tarde" dizia "Boa Noite".
A Rita sugeriu outra forma de abordar as pessoas , afirmando a pureza da minha raça. "Qué Flyer?" (em pronuncia indiana). Não resultou. Até porque havia pessoas que pareciam ter medo de mim. Deviam achar que se me dissessem um "Não" na cara, eu explodia. As pessoas têm uma imaginação muito fértil.
E hoje é dia de ir para o Algarve. E a ausência sente-se. As saudades apertam. Fazes falta. Vais fazer falta durante estes dias.
O que é que estou para aqui a dizer? Estás em Paris amor... Mesmo sem nós, Paris será sempre melhor do que o Algarve.
Catarina Costa
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