sábado, 14 de fevereiro de 2009

Light at the end of the tunnel...

Esta semana foi estranha. Já estou bem, para além das saudades, lá está. Mas tenho saído e conhecido gente e tem sido muito bom conhecer gente nova e comparar culturas. Desde o último post que aconteceu muita coisa. Mas não a nível lectivo, porque ainda não tive nenhumas aulas. Ontem fui à faculdade e bati com o anriz na porta porque a maior parte dos professores estão em greve. Espero que isto não me dê nenhuma chatice quando depois forem as notas e as equivalências... Anyway, a saída no passado sábado correu bem, apesar de um gajo do mais bicha que há, se ter atirado a uma Joana incrédula que aquela coisa do mais borboleta que há gostar de raparigas. Enfim... No dia a seguir fui com um amigo da Ana, Miguel, que está aqui a fazer o doutoramento e mais pessoal do laboratório dele ver o jogo Benfica-Porto numa verdadeira tascosa de emigrantes portugueses. Ahah, foi hilariante ouvi-los gritar, "Mais oui, caralho de merda!" (tal e qual, não estou a inventar). Na segunda ainda andava deprimida, mas fui à faculdade e conheci pessoal de Erasmus e fui com eles fazer uma pequena tour ao Hotel de Ville (espécie de camâra municipal de Paris, mas um edíficio mais parecido com o Palácio de Versailles). Andava eu perdida pela faculdade, triste por não conhecer ninguém de Erasmus, quando vi duas raparigas que me pareciam nórdicas, perguntei se eram e depois lá fui com elas para a tal tour. Mas estava a chover a cantâros e as coisas não correram muito bem para os meus ténis. Na terça, o que é que eu fiz? Hm... Ah! Fui a uma aula de BD, mas era demasiado avançada para mim, então desisti da ideia. Sei desenhar, mas não como eles. Crap. Bem, depois estive a andar pela cidade, mas voltei cedo para casa onde estive a ver séries com a Isabel (a rapariga brasileira que me deu casa) até ir falar com a Ana pelo Skype. Ainda pensei ir a uma festa Erasmus num barco, mas pensei que talvez fosse melhor não ir fazê-lo sozinha. Mas depois ainda tentei ir ter a um bar onde estavam alunos estrangeiros, mas perdi-me e voltei para casa. Foi frustrante. Na quarta andei pela cidade também e fui ao Cemitério de Père Lachoise onde estão enterrados o Jim Morrison e o Oscar Wilde, por exemplo. Mas só vi a campa do primeiro porque entretanto me perdi, porque aquilo é enorme e depois já eram horas de o cemitério fechar. O silêncio era absoluto e, embora seja um cemitério, como estava uma luz tão bonita, tudo me parecia tão etéreo, tão espiritual. Digo-vos que se naquele dia tivesse visto lá um fantasma que não fugia e ia a correr cumprimentá-lo. Depois fui jantar com o Miguel e uma colega dele, a Sara, à residência dele. Comemos imenso, salmão e risotto, foi íncrivel. Ele cozinha muito bem. Gostei mesmo muito de ir jantar com eles, a conversa foi mesmo muito gira e sabe-me bem falar em português e não ter de fazer um esforço para pensar em qual palavra devo usar. Depois fomos a uma festa na Casa de Portugal (aqui cada edificio é de um país) onde, lá está, encontrámos portugueses e andámos a fazer porcaria e a gozar com aquilo, porque o arquitecto não teve uma ideia muito feliz e aquilo parece uma discoteca vista de fora, com neons e dourados, e um bordel visto de dentro porque as paredes são escuras e as luzes, vermelhas. Na quinta, nós tivemos de ir tratar de uns documentos para ajuda monetária de alojamento, mas aquilo foi muito estranho. Chegámos e como estávamos em pé no hall de entrada (só em pé, mais nada) um empregado veio ter connosco e quase começou uma briga com o Miguel que lhe pediu para não ser mal-educado quando nos disse para sairmos dali. Depois sentámo-nos mas os nossos tickets não eram chamados, por isso fomos embora a mandar à merda a burocracia e a educação dos parisienses. Fui ainda ao laboratório deles ver como trabalhavam e à noite encontrei-me com Iina, uma rapariga finlandesa que, graças aos céus, fala inglês, e conversámos a noite toda. Voltei para casa de autocarro e passei pelo Moulin Rouge e deu-me imensas saudades do Verão em que andámos a tirar aquelas fotos de cabelos ao vento... Na sexta fui para a faculdade ter aulas, mas não tive, encontrei então um rapaz tunisino, Zied, que não sabia onde era a aula dele, fui com ele mostra-lhe, e, como não tinha nada para fazer, fui à aula com ele, mas só durou uma hora por causa da greve também. Fomos tomar um café e tivemos uma conversa mesmo interessante sobre música, religião, filosofia, e mais não sei o quê. E, guess what?! Foi em francês! MWAHAHAH! Sim, consegui ter uma conversa em francês, com algumas calinadsa na gramática, é óbvio, mas com pés e cabeça e percebi tudo o que ele disse. Fui-me embora orgulhosa de mim própria. Ontem, depois disso vim para a minha nova casa, o quarto do Miguel, onde vou ficar enquanto ele está em Portugal. Segunda vou para a minha residência e mal posso esperar para ter finalmente o MEU quarto e não ter de andar a acartar a mala de um lado para o outro. À noite fui ter com um pessoal de Erasmus, mas voltei antes de o metro fechar porque queria ainda fazer umas coisas para a Ana antes de hoje, sábado. Foi engraçado, o bar era excelente e conheci imensos brasileiros e algum dos Erasmus da minha faculdade que já tinha visto, mas não conhecia pessoalmente. E hoje estou aqui, com muita preguiça e muitas saudades...

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